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Jeane Alves faz história no turfe brasileiro

Primeira mulher a vencer uma temporada inteira de turfe no Brasil, uma importante e inédita conquista e quebra de tabu

Jeane Alves e La Vie En Rose

Dia 24 de junho de 2017 entrará para a história de Jeane Alves e para o turfe brasileiro. A joqueta cearense conquistou o título da estatística vitórias (jóqueis que ganham mais corridas durante o ano turfístico) 2016-2017 em Cidade Jardim, que no Brasil vai de julho do ano anterior a junho do ano seguinte.

Jeane Alves de Lemos, 29 anos, nasceu em Acopiara, no interior do Ceará, e aos 12 anos começou a participar de Vaquejadas se espelhando no irmão que competia. Mesmo contra a vontade dos pais, a paixão por cavalos era mais forte o que fazia Jeane pular a janela do quarto para competir.

Seu irmão foi o grande incentivador, apoiador e mestre, pois sempre a ajudou, mesmo quando ela veio para São Paulo em busca de seu sonho.

A paixão por cavalos e competições cresceu e se fortaleceu durante anos e Jeane começou a pensar em ser joqueta ainda no Ceará, tendo como inspiração os primos D. Lemos e A. D. Alves que competiam no Jockey Club de São Paulo.

Aos 20 anos de idade, resolveu viajar para São Paulo e conquistar seu lugar no turfe brasileiro. A vida profissional de Jeane Alves iniciou-se de forma meteórica, ainda como uma joqueta recém-formada pela Escolinha de Preparação do Jockey Club de São Paulo, sob a orientação de Roberto Penachio, preparador e professor da escola. Seis meses após o início, começou a montar em junho de 2008 e quase um mês e meio depois conquistou sua primeira vitória como aprendiz.

Jeane Alves em Newbury
Jeane Alves em Newbury Racecourse
Jeane Alves em Macau
Jeane Alves em Macau Jockey Club

E tem início aí sua trajetória de quebrar tabus e derrubar preconceitos. Jeane foi a primeira mulher a conquistar o Grupo 1 como aprendiz e não parou mais. Sempre determinada, colocou na cabeça que queria vencer sempre e estar entre os melhores, conquistar seu espaço e fazer história.

Depois de uma fase complicada em sua vida particular, na qual quase desistiu de tudo, pois é muito autocrítica e não achava que estava em boas condições para retornar, voltou com força total após convite do Dr. Renato Junqueira e do treinador Olavo Jerônimo para montar Go Tricolor em um Grande Prêmio. Montou e venceu. E voltaram o pensamento e a determinação de vencer e brilhar.

E ela começou a brilhar em 21 de junho de 2014 ao ser a primeira brasileira a competir e vencer uma etapa do HH Sheikha Fatima Bint Mubarak Ladies World Endurance Championship IFAHR, em Newbury Racecourse, Inglaterra, Campeonato este que faz parte do HH Sheikh Mansoor Bin Zayed Al Nahyan Global Arabian Flat Racing Festival

E outro desafio se apresentou um ano depois. No dia 21 de junho de 2015, um novo tabu foi quebrado.

Com Braço Forte, Jeane Alves não somente venceu o Grande Prêmio Jockey Club Brasileiro (G1) como também se tornou a primeira mulher a vencer uma carreira de G1 no Hipódromo da Gávea, Rio de Janeiro.

No início de 2017, Jeane foi convidada a participar da International Mixed Doubles Jockeys Challenge Cup em Macau. Corrida na qual correm em duplas: um homem e uma mulher. Em 21 de janeiro, Jeane e seu par Yutaka Take, do Japão, terminaram em terceiro lugar no Torneio de Macau no qual participaram seis duplas.

O ano foi passando, as corridas acontecendo e até o dia 24 de junho Jeane Alves e Ruberley Viana estavam empatados com 51 vitórias na temporada 2016/2017.

Jeane Alves e Braço Forte

E a história foi novamente escrita por Jeane Alves. Com La Vie En Rose, após algumas dificuldades de sintonia entre jóquei e cavalo, a dupla se acertou e venceu, de ponta a ponta, o Grande Prêmio José Paulino Nogueira (GII). No mesmo dia, ela venceu o segundo páreo com Outro Tricolor, o terceiro com Queops e o nono páreo com Paris-Plit. Com as quatro vitórias somaram-se 55 conquistas, das 342 corridas nas quais participou, no período 2016-2017 e sagrou-se a primeira mulher a terminar em primeiro lugar na estatística de Cidade Jardim.

“Foi uma temporada excelente e estou muito feliz pela conquista. Ser a primeira mulher a vencer a estatística é muito importante porque sabemos que ainda existe muito preconceito dentro do turfe brasileiro. É uma forma de quebrar este preconceito aos poucos e abrir portas para outras mulheres, além de respeitá-las e ver a mulher como igual. Quero continuar ganhando, não importa se em primeiro, segundo ou terceiro lugar e também quero muito fazer alguma temporada fora do Brasil”, confidencia a Jeane Alves.

A jovem cearense que desembarcou em São Paulo com o sonho de tornar-se a melhor possui mais de 500 vitórias em todas as categorias nas quais competiu em seu currículo até hoje. E muitas outras acontecerão!

Grande Prêmio José Paulino Nogueira (GII)
http://www.jockeysp.com.br/replay.asp?v=&p=005&r=057&cod=47046&d=06/24/2017&nome=C.JARDIM

Jeane em Macau
Jeane Alves e Yutaka Take

 

 
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